Prevenção e Comunicação de Risco

Sem dúvida o locus da ação dos profissionais de saúde e segurança no trabalho.

Gerenciamento de Riscos

Fundamental para a redução de perdas.

Saúde e Segurança

Conectadas em prol de nossos trabalhadores.

Higiene Ocupacional e Toxicologia

Ciências unidas na qualificação e quantificação de agentes ambientais.

Parâmetros Regulatórios e de Controle

A dinâmica do trabalho exige uma constante validação dos processos e análise das tarefas.

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domingo, 24 de setembro de 2017

GHS - Sistema Globalmente Harmonizado

O GHS - Sistema Globalmente Harmonizado é uma ferramenta importante para a gestão do perigo e risco químico. 

Seus pictogramas fazem referencias a características importantes das substâncias facilitando a compreensão e cuidados mínimos a serem observados.

Na área de segurança no trabalho servem para uma pré identificação importante no momento de visitas a empresas para levantamos técnicos e entendimento dos processos e suas correlações com os riscos presentes nas rotulagens das substâncias químicas utilizadas.

O GHS é muito mais do que apenas pictogramas, atualmente as FISPQ's - Fichas de Informação de Segurança de Produtos Químicos trazem uma seção com os pictogramas seguidos de suas respectivas palavras de advertências e frases de precaução, porém, não são todas as empresas que adotam o GHS em suas fichas. 

Aproveitando, ressalto que nem todas as FISPQ's trazem consigo boa qualidade nas informações sobre as substâncias, muitas possuem a seguinte frase na composição das substâncias constituídas por misturas " SEGREDO INDUSTRIAL" .  Outro aspecto que tenho percebido é a dificuldade de conseguirmos as FISPQ's quando estamos fazendo alguns estudos para elaboração de planos de amostragem para as empresas. Comumente têm acontecido da informação ficar restrita a clientes e não aberta quando informamos o objetivo da quantificação para fins ocupacionais. 

É importante que os profissionais da área de segurança e saúde no trabalho se aprofundem neste entendimento, uma vez que a cada dia ele se difunde mais dentro das indústrias. Saiba mais em: http://abiquim.org.br/pdfs/manual_ghs.pdf

Todo processo de padronização em escala global demora e em alguns países isso se exponencia, porém aos poucos no Brasil essa linguagem esta sendo difundida e cada vez mais utilizada. 

Os profissionais prevencionistas devem estar atentos a essas padronizações, principalmente quando elas trazem consigo ganhos significativos, como a do GHS. 

Por: Fabio Alexandre Dias 


domingo, 2 de julho de 2017

Emissões Fugitivas

As emissões fugitivas estão mais próximas de nós do que imaginamos! Todos os dias milhares de veículos emitem substâncias químicas oriundas dos processos de queima de combustíveis de seus motores na atmosfera (fontes de emissões móveis). Outra emissão comum em escalas menores são as decorrentes dos processos de abastecimento de tanques de combustíveis em postos de gasolina (fontes de emissões fixas, assim como as industriais). Porém, estas emissões ocorrem em maior escala nos mais variados processos industriais.

Nas fontes de emissões fixas, podemos sub classificá-las em fontes de emissões pontuais, que podemos explicar como as que possuem seu fluxo controlado e são conhecidas por fazerem parte dos processos produtivos, como por exemplo: chaminés, dutos de condução e ventiladores. Outras classificamos como fontes de emissões difusas e/ou fugitivas onde as emissões ocorrem sem controle e gerenciamento direto e conhecido como as fixas.

Nos processos industriais são comuns ocorrerem em válvulas, registros e em abertura de recipientes contendo COVs – Compostos Orgânicos Voláteis sendo locais de emissão de VO – Vapores Orgânicos, em sua maioria, por substâncias derivadas de petróleo.
Sendo assim, faz-se necessário o monitoramento destas fontes do modo sistêmico devido aos riscos relacionados, dentre eles: perda de matéria prima, aumento probabilidade de ocorrência de sinistros (perdas materiais), aumento da probabilidade da ocorrência de acidentes do trabalho, impactos ambientais (aumento da poluição atmosférica, plumas de contaminantes na planta e no entorno das instalações, etc.).

Um dos métodos para gerenciamento dos vapores orgânicos é o da EPA – Environmental Protection Agency, mais conhecido como EPA M21 VOC - Volatile Organic Compound Leaks, disponível para download em: https://www.epa.gov/emc/method-21-volatile-organic-compound-leaks.

No Brasil, o controle de emissões de fontes fixas está normalizado pela CETESB através do PMEA/RMEA desde março de 2005, através do “ Termo de Referência para Elaboração do Plano de Monitoramento de Emissões Atmosféricas (PMEA)”, disponível para download em: file:///C:/Users/Fabio/Downloads/pmea%20(2).pdf.

Emissões fugitivas em plantas industriais possuem relação direta com a área de segurança e saúde ocupacional, exigindo ações conjuntas e multidisciplinares devido a amplitude dos problemas que acarretam e a extensão das áreas técnicas operacionais envolvidas.

No mercado existem monitores de análise pontual, além dos de pontos fixos que auxiliam na gestão do risco em plantas de processo. As frequências do monitoramento devem ter referência no fluxo operacional e de modo rigoroso nas fontes geradoras identificadas e a frequência da apresentação dos dados levantados deve ser acordada com o órgão licenciador.

Por Fabio Alexandre Dias



sábado, 5 de novembro de 2016

Análise Global de Riscos - INSHT ESPANHA

Etapas do processo de análise global dos riscos.
Um processo de análise global dos riscos é composto das seguintes etapas:

Classificação das etapas de trabalho
Um passo importante para a realização de uma análise prévia é a organização do trabalho a ser realizado através de uma listagem classificada por setor, cargo e descrição de atividades. Vejamos algumas das maneiras para classificarmos as atividades de trabalho:
A.                 Reconhecimento das instalações e classificação das áreas entre internas e externas;
B.                 Fases do processo produtivo ou da prestação de um serviço;
C.                 Planejamento e processo de execução das tarefas;
D.                 Atividades definidas, como por exemplo, operador de máquina empilhadeira, etc.

Coleta de informações e demais aspectos das atividades de trabalho que podem ser analisados:
  • Tarefas realizadas, sua duração e frequência;
  • Locais onde o trabalho é feito;
  • Quem faz o trabalho, sua habitualidade, eventualidade ou ocasionalidade;
  • Outras pessoas que possam ser afetadas por atividades de trabalho (por exemplo, setores no entorno, visitantes, subcontratados, público em geral);
  • Condição de capacitação e formação dos trabalhadores para a execução das suas tarefas;
  •  Procedimentos para realização dos trabalhos devidamente organizados, documentados que         comprovem a ciência do trabalhador;
  •  Condição das instalações, máquinas e equipamentos utilizados;
  • Ferramentas manuais motorizadas utilizadas;
  • Observância das instruções dos fabricantes e fornecedores para a operação e manutenção de instalações, máquinas e equipamentos;
  • Tamanho, forma, características superficiais e peso de cargas a serem manuseados;
  • Aspectos relacionados com a movimentação cargas, como distância e altura;
  • Métodos e mecanismos de transporte utilizados;
  • Substâncias e produtos utilizados e gerados nos processos produtivos que se relaciona direta ou indiretamente com o trabalho;
  • O estado físico das substâncias utilizadas (fumos, gases, vapores, líquidos, pó, sólidos).
  • Conteúdo e recomendações da FISPQ – Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos e da rotulagem das substâncias utilizadas.
  •  Requisitos da legislação em vigor sobre a forma de fazer o trabalho, instalações, máquinas e substâncias utilizadas.
  • Medidas de controlo existentes.
  •  Ações corretivas com base no histórico de incidentes, acidentes, doenças ocupacionais decorrentes da atividade desenvolvida equipamentos e, substâncias utilizadas nos processos produtivos. A informação deve ser procurada dentro e fora da organização;
  •  Formas de gerenciamento dos riscos relacionadas com as atividades existentes;
  • Organização do trabalho.


Análise de Risco

Identificação do Perigo
Podemos adotar três questionamentos básicos para identificação do perigo, são eles:
A.                 Existe uma ou mais fontes geradoras de dano?
B.                 O que (ou quem) pode ser danificado?
C.                 Como podem ocorrer os danos?

A fim de auxiliar no processo de identificação de perigos, é uma boa prática classificá-los de diferentes maneiras, por exemplo, por temas: mecânica, elétrica, radiação, produtos químicos, incêndios, explosões, etc...

De maneira geral, com vistas a complementar a identificação de perigo, podemos adotar uma lista de perguntas, como por exemplo: Durante as atividades de trabalho, quais são os perigos existentes?  

  • Contusões e cortes;
  • Queda do mesmo nível;
  • Queda de pessoas em desníveis;
  • Queda de ferramentas, materiais, etc., em atividades realizadas em altura;
  • Arranjo físico inadequado;
  • Atividades em confinamento;
  • Riscos associados à movimentação manual de cargas;
  •  Riscos em instalações e máquinas associados com a montagem, transporte, operação, manutenção, transformação, reparação e remoção de insumos produtivos e/ou inerentes à natureza do serviço prestado;
  • Transportes veiculares perigosos, tanto o transporte interno e transporte rodoviário;
  • Ocorrência de incêndios e explosões;
  • Substâncias que podem causar dano ao serem inaladas;
  • Substâncias ou agentes que podem danificar os olhos;
  • Substâncias que podem causar danos por contato ou absorção através da pele;
  •  Substâncias que podem causar danos quando ingerido;
  • Fontes de energia perigosas, como por exemplo, eletricidade, radiação, ruído e          vibração;
  • Perturbações musculoesqueléticas resultantes de movimentos repetitivos;
  •  Ambiente térmico inadequado;
  •  Iluminação inadequada;
  • Rotas de fuga e de ações emergenciais obstruídas, inadequadas ou inexistentes.

 As perguntas acima não são exaustivas, porém, norteadoras, para que uma análise de riscos seja minimamente suportada por informações basais que auxiliem na percepção dos fatores que impactam as atividades de trabalho, na segurança dos trabalhadores e das instalações.

Estimativa do risco

Determinando a severidade do dano
Para determinar a gravidade potencial dos danos devem ser considerados:
a) as partes do corpo que serão afetados;
b) natureza do dano, graduando-o de ligeiramente danoso até extremamente danoso.

Exemplos de ligeiramente danoso (LD):
• danos superficiais: pequenos cortes e contusões, poeira que provocam irritação nos olhos;
• desconforto e irritação, por exemplo: dor de cabeça.
  
Exemplos de danoso (D):
• lacerações, queimaduras, choques, entorses, fraturas importantes menores.
• A surdez, dermatite, asma, desordens músculo-esqueléticas, uma doença que leva a uma deficiência menor.

Exemplos de extremamente danoso (ED):
• As amputações, fraturas principais, envenenamento, lesões múltiplas, lesões fatais.
• Câncer e outras doenças crónicas que encurtam drasticamente a vida ou incapacidade permanente para o exercício do trabalho.

Probabilidade da ocorrência do dano
A probabilidade de que o dano ocorra pode mudar de baixa para alta, com os seguintes critérios:

Alta probabilidade: o dano ocorrerá sempre ou quase sempre;
probabilidade média: o dano ocorrerá em algumas ocasiões;
Baixa probabilidade: o dano irá ocorrer raramente.

Ao estabelecermos a probabilidade da ocorrência de danos, devemos considerar as medidas de controle implementadas, sua efetividade, aspectos legais e de boas práticas e medidas de controle específicas, sejam de cunho administrativo ou de engenharia.

Além das informações sobre as atividades de trabalho, devemos considerar outros fatores, como:

  1. Trabalhadores particularmente sensíveis a certos riscos (características pessoais ou da condição biológica);
  2. A frequência da exposição ao perigo (habitualidade, eventualidade e ocasionalidade);
  3. Falhas na operação dos processos e/ou serviços;
  4.   Problemas nas instalações, componentes de máquinas e equipamentos, bem como seus dispositivos de segurança;
  5. Os processos de trabalho e a exposição do trabalhador aos elementos de máquinas, equipamentos sem proteção e condições gerais dos postos de trabalho.
  6. Capacidade protetiva do EPI e o tempo de uso deste equipamento;
  7. Histórico e/ou registro de atividades realizadas abaixo dos padrões previamente estabelecidos, incidentes e acidentes.





Tabela de Níveis de Risco



CONSEQUÊNCIAS
Ligeiramente danoso
(LD)
Danoso
(D)
Extremamente danoso
(ED)
PROBABILIDADE

BAIXA (B)

Risco trivial         (T)
Risco Tolerável (TO)
Risco moderado
(MO)

MÉDIA (M)

Risco Tolerável (TO)
Risco moderado
(MO)
Risco importante
(I)

ALTA (A)

Risco moderado
(MO)
Risco importante
(I)
Risco intolerável
(IN)

 Avaliação e tomada de decisão sobre a tolerabilidade dos riscos
Os níveis de risco indicados na tabela acima, constituem uma base para tomada de decisão para introdução de novos controles e melhoria dos existentes, e nortear um as ações referentes aos prazos para implementações de ações recomendadas em programas de prevenção e gerenciamento de riscos. A tabela também indica os esforços necessários para controlar os riscos e a urgência com que eles devem ser implementados de maneira proporcional aos riscos analisados.
    
Riscos
Ações e tempo especificado
Trivial (T)
Não se requer ação específica
Tolerável (TO)
Não há necessidade de melhorar a ação preventiva. Porém deve ser considerada a implementação de mais soluções de baixo custo ou melhorias que não apresente um peso econômico significativo. Verificações periódicas são necessárias para garantir que a eficácia das medidas de controle que estão sendo mantidas.


Moderado (MO)
Devem ser feitos esforços para reduzir o risco, determinar os investimentos necessários. As medidas para reduzir o risco devem ser implementadas em um período determinado. Quando o risco moderado está associado com consequências extremamente prejudiciais, serão necessárias novas medidas e estudos para estabelecer com maior precisão, a probabilidade de danos, como base para a determinação da necessidade de medidas de controle melhoradas.

Importante (I)
O trabalho não deve ser iniciado até que tenha sido reduzido o risco. Pode exigir recursos consideráveis para o controle de risco. Quando o risco corresponde a um trabalho que está sendo feito, o problema deve ser remediado em menos tempo do que os riscos moderados.

Intolerável (IN)
Não se deve começar ou continuar o trabalho até que haja redução do risco. Se não é possível se reduzir o risco, mesmo com recursos ilimitados, o trabalho dever ser paralisado de modo imediato e sua continuidade proibida até a implementação de soluções que garantam a integridade física e saúde dos trabalhadores.


Traduzido e adaptado de: http://www.insht.es/portal/site/Insht/ 
Por Fabio Alexandre Dias 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

ARAC, o que é isso?

Tenho percebido que muitos profissionais da área técnica em segurança no trabalho não compreendem o que é a sigla ARAC e nem o que ela representa.
Esta percepção tem se fortalecido em diálogos com profissionais da área, principalmente com os Técnicos em Segurança do Trabalho, o que me faz refletir em relação a diversas questões como, por exemplo, a qualidade da formação destes profissionais e o interesse destes profissionais em relação à necessidade de possuírem o domínio dos saberes básicos de sua profissão. Enfim, mais uma série de outras questões poderiam ser abordadas.
Antecipação, Reconhecimento, Avaliação e Controle – ARAC, são ações ordenadas e sistematizadas que têm por finalidade servir como instrumento central e basal dos processos de gerenciamento de riscos e perigos nas organizações, no que tange a estruturação de programas e demais ações técnicas – administrativas, etc. Portanto, a ARAC, representa muito mais do que uma etapa processual para construção de um programa de gestão, mas ela pode ser entendida como uma estrutura cognitiva de significado, que tem a capacidade de elencar o conhecimento do profissional de segurança do trabalho com sua rotina de trabalho e cenários de exposição dos trabalhadores sob sua responsabilidade. Ou seja, os profissionais da área de SST não podem deixar jamais de se atualizarem e se desafiarem em relação a novos saberes, buscarem a compreensão de novos processos de trabalho e situações de exposição dos trabalhadores a agentes de risco e perigos, ampliando e aprofundando o seu conhecimento fora de uma zona de conforto, de domínio cotidiano por mera repetição.
Sem dúvida, este é um autoexame que primeiramente pratico, mas que gostaria de compartilhar, com a finalidade de ascender um farol amarelo de atenção em relação a nossa prática profissional que envolve vidas de trabalhadores que precisam voltar bem para suas famílias. Segurança do Trabalho se aprende, mas assim como em qualquer outra área de conhecimento existem vocacionados que fazem do seu ofício uma missão e não apenas uma profissão. Independente de sermos vocacionados ou não temos que ser profissionais e a nossa constante evolução na gestão e gerenciamento de riscos e perigos é uma questão de postura e ética! Porque vidas de pessoas que necessitam trabalhar de maneira segura estão inseridas no contexto da necessidade da melhoria contínua das nossas ações profissionais.
As empresas precisam promover ações de atualização e capacitação dos profissionais da área de SST, elas não estão isentas desta responsabilidade! É o cuidar de quem cuida! Frase muito próxima a minha vida cotidiana, porém em outros contextos, mas que se aplica perfeitamente a nós profissionais. Porém, não podemos esperar das empresas que não possuem uma visão de compromisso com os profissionais de SST está ação, devemos buscar apoio em grupos de relacionamento profissional e trocarmos conhecimento. Não agindo de modo oportunista como muitos têm feito monopolizando conhecimento e vendendo de modo fragmentado a valores exorbitantes.  Temos que fomentar o conhecimento entre nós para melhoria das ações segurança, saúde e qualidade de vida nas empresas.

Fabio Alexandre Dias 26/05/2016

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Princípio ALARA e a Proteção Radiológica

O princípio ALARA – “As Low As Reasonably Achievable”, tão baixo quanto razoavelmente possível, dentro da proteção radiológica estabelece em sua  filosofia básica a redução da exposição do IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto) aos menores índices possíveis de dose, as relações de dose e sua propagação em ambientes, sendo que sua abrangência comtempla uma ampla gama de fatores a serem considerados como, por exemplo: técnicos, administrativos, econômicos e sociais.
Essencialmente na radioproteção baseia-se na identificação, avaliação e análise para implementação de medidas de controle da radiação no intuito de manter os trabalhadores dentro de parâmetros aceitáveis tão baixos quanto possível, ou seja, mesmo dentro de limites de exposição convencionados, a filosofia ALARA busca a implementação de ações para a redução das doses de exposição as quais os IOEs se submetem.

Filosofia ALARA (DIAS, 2014).

Os três grandes princípios para a redução das exposições as radiações externas e manutenção de doses na filosofia ALARA são:

- Redução do tempo de exposição, quando minimizamos o tempo de exposição direta ocorre a redução da dose de radiação absorvida;
- Distanciamento da fonte geradora, com o aumento da distância de IOE a uma fonte geradora ocorre uma redução fatorial da exposição;
- Blindagem com materiais de absorção, como, por exemplo, o chumbo nos casos relacionados à propagação dos raios X. 

 Para a implementação da filosofia ALARA deve-se promover um estudo pregresso detalhado com a finalidade de se identificar todas as variáveis ambientais de modo qualitativo e quantitativo inicialmente, como por exemplo: análise das doses ambientais, fonte geradoras, geometria dos espaços, quantidades de trabalhadores e rotinas de trabalho, sistemas de proteção coletiva e individual.
Após esta análise deve ser feita uma análise da viabilidade administrativa e econômica para a implementação das ações a serem realizadas, prevendo as relações entre custeio e benefícios a serem alcançados por esta implementação. Está análise e toda sua estruturação é primordial para a alocação de recursos e investimentos por parte das organizações, sendo necessária a organização de uma boa base dados e indicadores para sustentação da proposta de investimentos. Em tese, torna-se plausível a aplicação do processo de gestão de riscos, previsto pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em sua NBR ISO 31000:2009 – Gestão de riscos – Princípio e diretrizes, itens 5.2 a 5.6, após análise da filosofia ALARA apresentada.



 Processo de gestão de riscos (ABNT, 2009).

Por Fabio Alexandre Dias